Activision surgiu por ex-funcionários da Atari
Os funcionários da Atari se cansaram da exploração e montaram a própria empresa.
Símbolo da empresa Activision que é o nome da empresa em preto. Fonte:
Muitos de vocês devem conhecer a Atari, uma marca fundada em 1972 nos Estados Unidos, e que hoje, pertence a Atari SA, uma empresa francesa subsidiária da Atari Interactive, na época, a empresa era conhecida pelo seu console Atari 2600, um console que funcionava por cartuchos e foi lançado em 1977 tendo o seu jogo mais conhecido e mais vendido, Pac-Man.
A Activision é uma distribuidora de jogos eletrônicos muito conhecida por Guitar-Hero e Call Of Duty, a empresa foi fundada em 1979 na Califórnia, nos Estados Unidos e os seus primeiros produtos foram os cartuchos para Atari 2600, mas vocês sabiam que existiu uma treta em cima dessas duas empresas?
A Atari foi crescendo cada vez mais, Nolan Bushnell, o fundador, estava cuidando da empresa sozinho, e então fez uma jogada arriscada, vendeu a Atari para a Warner Communications para conseguir dinheiro e marketing para crescer no ramo, isso deu uma boa estabilidade financeira para a empresa e ajudou a entrar para o mercado doméstico criando o Atari VCS, que trouxe muito lucro para a desenvolvedora.
As coisas não foram um mar de rosas, porque Bushnell entrou em conflito com a Warner várias vezes, e por causa da ideologia de trabalho e as formas de condução do negócio, ele foi forçado a sair da empresa que ele quem fundou. Para substituí-lo, a Warner colocou Ray Kassar como o novo CEO, ele era um ex-executivo de uma loja de departamentos famosa nos Estados Unidos e não tinha nada em comum com os programadores.
Crane afirma que a Atari estava indo bem financeiramente e que a Warner fazia promessas de participação nos lucros como bônus, mas na hora do “vamos ver”, esses lucros não foram distribuídos e a gerência afirmava que nunca havia feito essas promessas, isso fez muitos funcionários saírem e outros ameaçarem a se demitir.
Ao se comparar outros negócios baseados em conteúdo em 1979, como cinema e televisão, em relação aos videogames, eles ainda eram considerados brinquedos. Antes de mergulhar nessa nova forma de entretenimento que se conhece como videogame, muitos dos designers de jogos da Atari eram engenheiros eletrônicos que projetavam brinquedos e aparelhos, e eram pagos como tal. Todos sabiam que se Bushnell estivesse lá ele entenderia que os designers de jogos precisam de incentivos. A empresa havia anunciado sua intenção de recompensar os criadores de jogos com bônus baseados na venda de cartuchos de jogos, mas quando Bushnell foi forçado a sair da empresa em 1978, os planos mudaram. David Crane, conhecido por ser um dos principais programadores da Atari na época, relembra sua frustração: “O presidente da Atari na época foi questionado sobre isso e ele disse: ‘Qual bônus você está falando?’ Eles basicamente fingiram que isso não existia”.”
— Bojogá
Já Allan Miller, Bob Whitehead, David Crane e Larry Kaplan consideravam seus trabalhos como arte e queriam ser reconhecidos, eles foram responsáveis pelos jogos mais vendidos do Atari 2600 e não receberam nada a mais por isso, apenas o seu salário-base, por causa disso, eles se demitiram da Atari, e procurando ajuda na justiça, encontraram um cara chamado Jim Levy, que era um executivo da música e tinha a ideia de vender desenvolvedores de jogos como celebridades, assim a Activision nasceu.
O que aconteceu é que quando a Activision iniciou, a empresa iria programar jogos de forma independente para o Atari 2600, que era o queridinho na época, e estava fazendo muito sucesso, afinal, a empresa foi fundada pelos quatro melhores ex-funcionários da Atari.
Corre na boca miúda que o processo correu até 1982, que resultou em uma vitória para a Activision, segundo o tribunal, os argumentos da Atari eram inválidos, infelizmente, diferente dos outros casos que escrevi aqui, dessa vez não encontrei os documentos referentes a esse processo.
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