Demissão em massa no Fortnite? Disney vai comprar o jogo? Perdeu apelo cultural?
Demissões em massa, rumores com a Disney e recusada por Ed Sheeran mostram um Fortnite em maus lençóis.
Imagem com fundo azul contendo uma criatura marítima com garras e guelras verdes usando roupa azul, uma mulher de cabelos pretos com roupa de mergulhadora, um homem loiro com roupa de guarda florestal amarela com chapéu marrom e lenço laranja no pescoço, um homem usando máscara com boné, casaco e moletom e uma mulher loira com roupa branca com detalhes em amarelo e cinza. Imagem do jogo Fortnite. Fonte: https://www.techtudo.com.br/listas/2019/06/fortnite-cinco-coisas-que-voce-nunca-deve-fazer-no-jogo-da-epic-games-esports.ghtml
Se você não vive debaixo de uma pedra ou dentro de uma caverna, provavelmente já ouviu falar em Fortnite, sendo através de propagandas ou até jovens comentando sobre o jogo. Lançado em 26 de Setembro de 2017, o Fortnite é publicado pela Epic Games, feita na Unreal Engine 5 e multiplataforma, onde você pode jogar solo ou multiplayer online em uma dinâmica battle royale. Atualmente, ele conta com vários mapas criados até por jogadores, músicas e skins de cantores e personagens reconhecidíssimos da cultura pop e muita gente cria conteúdo com ele, o que ninguém esperava eram as demissões em massa que ocorreriam em 2026.
Tudo começou quando no dia 24 de Março, a Epic Games anunciou a demissão de mais de 1000 funcionários por corte de gastos. Segundo o Omelete, essa decisão foi comunicada pelo CEO Tim Sweeney, que justificou as demissões alegando que era referente à queda de engajamento que o Fortnite teve, já que esse é o principal produto da Epic Games. Como se não bastasse, três modos de jogo do Fortnite seriam encerrados: Ballistic e Festival Battle Stage em Abril e Rocket Racing em Setembro de 2026.
O Omelete afirma que a Epic justificou que os gastos vinham superando a receita e isso exigiu medidas imediatas para manter a operação sustentável, além dessas demissões, a empresa alegou que pretendia economizar mais de US$ 500 milhões com redução de custos no marketing, nos contratos e até nas contratações. Eles também destacaram outros problemas e desafios enfrentados na indústria como o crescimento ficando mais lento, a queda na venda dos consoles e a concorrência nas outras formas de entretenimento e a Epic admitiu que estava com dificuldades de manter a consistência no conteúdo do Fortnite e em expandir o jogo para dispositivos móveis.
Muito boatos afirmaram que essas demissões poderiam estar ocorrendo porque a Epic desejaria substituir a mão de obra dos humanos pela Inteligência Artificial, porém, a Epic afirma que isso não tem relação com o uso de IA, e que quanto mais a IA melhora a produtividade, mais ainda a empresa quer ter os desenvolvedores incríveis criando conteúdo e tecnologia de ponta.
Foi dito que os funcionários demitidos receberão indenização mínima de quatro meses, além de benefícios adicionais como extensão de plano de saúde e opções de ações. O Omelete relembra na matéria que essa não foi a primeira vez que a Epic realizou uma grande demissão para corte de gastos, já que em 2023, cerca de 830 pessoas haviam sido demitidas pelo mesmo motivo.
Após essa demissão, isso acabou preocupando os funcionários que se mantiveram na empresa. Segundo o Gamevicio, os próprios desenvolvedores da empresa se encontravam apreensivos, principalmente quando o assunto era o futuro do Fortnite, pois muitos dos desenvolvedores demitidos, eram essenciais para o projeto. O produtor de gameplay do Fortnite, chamado Rivalry Robby comentou publicamente sobre as demissões falando que isso teve um impacto significativo na equipe e que muitos talentos deixaram o estúdio, isso exigiria um esforço extra daqueles que continuaram, mesmo sem ter uma direção definida, ele também pediu paciência para a comunidade destacando que ainda é difícil prever como essas mudanças vão afetar o desenvolvimento do jogo ao longo do ano e do futuro.
Acontece que essa demissão deixou um gosto amargo até mesmo para os jogadores, pois segundo o IGN Brasil, dias depois do anúncio da demissão em massa feita pelo CEO da Epic Games, uma postagem no Facebook revelou uma história triste de uma família que foi afetada por essa demissão. Mike Prinke é um programador que trabalhou para a Epic Games durante sete anos até o fatídico dia 24 de Março, que foi quando o Tim Sweeney informou sobre os cortes, acontece que a esposa dele tornou público que o desenvolvedor está sofrendo de um câncer terminal de cérebro e que a demissão acarretaria na perda do seguro de vida, essa situação deixou todos os fãs indignados e com razão, isso fez o Tim Sweeney ser obrigado a se manifestar, foi quando ele anunciou que estava entrando em contato com a família de Prinke para resolver a questão do seguro de vida.
Mas claro que o mês de Março não terminaria de outra forma, se não fosse com os boatos de que a Disney quer comprar a Epic Games e o Fortnite, não é? Segundo o IGN Brasil, o jornalista de tecnologia Alex Heath informou através do podcast The Town que os executivos da Disney estariam esperando o momento certo para fazer uma oferta depois que a empresa tinha investido US$ 1,5 bilhão na Epic Games, já que o Fortnite e a Unreal Engine são uma importante fonte de renda, porém, o jogo está passando por essa turbulência desde o último ano por causa da queda de engajamento.
A Disney já investiu bastante no Fortnite, já que o jogo contém dezenas de skins para personagens e crossovers como Star Wars, Marvel, Pixar e até animações da Disney, teria até um modo que está sendo muito aguardado que a permitiria os fãs criarem, comprarem, jogarem e assistirem dentro desse modo da Disney.
O IGN afirma que um dos executivos da Disney, Jodh D'Amaro, apoiou muito o investimento da Disney no Fortnite, inclusive, ele venceu a disputa para se tornar CEO da Disney2 e mesmo tendo um começo recente, ele estaria querendo deixar a sua marca no cargo ainda esse ano, ele até mesmo comentou que o lançamento do modo Disney no jogo seria um momento importante para a empresa daqui para frente.
A hipótese ganhou ainda mais destaque quando, segundo o Tecmundo, um ex-executivo da Disney chamado Kevin Mayer deu uma entrevista para a CNBC, afirmando que a empresa deveria dar passos mais ousados para expandir a sua presença no setor de jogos e garantir mais valor para os acionistas e que Josh D'Amaro poderia considerar comprar um estúdio ou uma empresa de jogos como forma de impulsionar o crescimento e o valor de mercado e que a Epic, assim como algum outro ativo de videogames, poderia ser uma grande adição ao portfólio da Disney.
Mas calma que ainda não terminamos de falar das notícias de Fortnite, pois recentemente a IGN Brasil também noticiou a decisão de Ed Sheeran de fazer parte do game. Para quem não sabe, o Fortnite conta com um modo de palco, onde você pode tocar músicas como no Guitar Hero, além disso, você pode tocar a música enquanto joga e pode, até mesmo, ouvir a música no rádio do carro durante a partida, muitos cantores tem suas músicas presentes no Fortnite, como Lady Gaga, Sabrina Carpenter, Ghost, entre outros, mas parece que esse não foi o desejo do Ed Sheeran.
Conhecido pela música Shape of You, o cantor teria revelado que recusou a oportunidade de aparecer em Fortnite porque não jogava o jogo. Em entrevista ao podcast Warnes Way, o cantor relembrou que a sua agência perguntou se ele gostaria de seguir os passos de Travis Scott e aparecer no jogo, mas o canto recusou porque preferia que suas colaborações fossem autênticas, estão ligadas com coisas que ele gostava ou usava, e ele não joga Fortnite, porém, ele afirma que joga Pokémon e foi esse contato com o jogo da Epic Games que antecedeu a parceria dele em 2022 com a The Pokemon Company, o que resultou em um videoclipe com elementos de Pokémon para a sua música chamada Celestial, porém, o Fortnite ainda mantém música e emote do Ed Sheeran disponíveis para compra.
O momento atual do Fortnite foi explicado pela GameVicio que acredita se referir a perda de força que o jogo está tendo dentro do cenário cultural global. O pesquisador Joost van Dreunen afirmou, segundo o site, que vê sinais claros de declínio amplo nos movimentos recentes da Epic Games, relacionando as mais de mil demissões a um contexto melhor, marcado por dificuldades estratégicas e econômicas enfrentadas pelos estúdios nos Estados Unidos e que o momento ruim da Epic vai muito além de um momento ruim pontual.
A GameVicio afirma que o especialista divulgou em seu blog que quando as empresas líderes começam a apresentar fragilidades, isso começa a indicar algumas mudanças estruturais no mercado, então nesse caso, a Epic Games estava sendo um exemplo claro de como até os gigantes podem sofrer quando o ambiente não é favorável e um dos principais indícios dessa mudança seria o próprio Fortnite, já que o número de jogadores ativos tem se mantido estáveis ao longo dos anos sem nenhum crescimento significativo, nem as parcerias de peso como a LEGO e a Disney teriam impulsionado a base de usuários de forma consistente. A própria Epic Games admitiu que houve uma queda no engajamento do Fortnite desde 2025 e a empresa começou a gastar mais do que arrecadava, adotando cortes de custo e até aumento no preço dos V-Bucks (moeda de compra no jogo) para equilibrar as finanças.
Isso que está acontecendo com o Fortnite seria oposto que ocorre com o Roblox, que segue crescendo, sendo impulsionada pela criação de conteúdo feita pelos próprios usuários, mesmo que o Fortnite também invista nesse modo, com ferramentas da Unreal Engine e os conteúdos de Star Wars, o Joost aponta que no Roblox, os criadores criam cultura em vez de só usufrui-la, uma diferença muito importante.
Comentários
Postar um comentário