O dia em que Agatha Christie sumiu!
O desaparecimento dela movimentou, até mesmo, o autor de Sherlock Holmes!
Muitos de vocês já devem ter ouvido falar ou visto algum livro com o nome de Agatha Christie por aí, eu confesso que conheço a autora apenas por nome e por causa dessa história que irei contar, pois nunca li as suas histórias e, muito menos, sei sobre as suas polêmicas, o que eu sei é que ela foi a autora de O Assassinato no Expresso Oriente.
As pessoas falam que Agatha Christie foi uma escritora muito influente na sua época viva no Reino Unido, mas em 1920, um grande mistério e desaparecimento na volta dela causou preocupação, pois a autora ficou desaparecida por 11 dias.
Em 1926, Agatha Christie havia discutido com o seu marido, se despediu da filha que já estava dormindo e saiu com o carro para visitar os seus amigos, aproveitaria, e passaria o final de semana com eles, mas no dia seguinte, o carro foi encontrado pela polícia, abandonado e em condições suspeitas, pois estava em uma posição que indicava que algo estranho havia acontecido, estava no meio da grama, muito longe da estrada principal com o capô no meio dos arbustos como se tivesse perdido o controle, mas a autora não estava nele.
Nisso, uma grande investigação inicia e isso mobiliza o país, sendo muito noticiado e levando cerca de 15 mil pessoas a se voluntariarem para ajudar, entre eles, Artur Conan Doyle, autor de Sherlock Holmes. Na época, Agatha já fazia um enorme sucesso e recém havia publicado o Assassinato de Roger Ackroyd, seu sexto livro.
Após 11 dias, o suspense termina, Agatha é descoberta em um quarto de hotel em um estado mental muito ruim, ela estava desorientada e não se lembrava de nada que havia acontecido nos últimos 11 dias, ela havia se registrado no hotel com o nome de Teresa Neele, esse sobrenome chamou a atenção do público pois era o mesmo sobrenome da amante do marido de Agatha, a mulher se chamava Nancy Neele e ele havia pedido o divórcio em Agosto daquele ano, foi por causa disso que muitas pessoas alegavam que Agatha havia mentido e sumiu de propósito tentando parecer que havia sido assassinada pelo marido para se vingar da traição dele.
Mas tudo cai por terra quando um especialista na vida da autora relata que, na verdade, ela entrou em um estado de fuga dissociativa, quando as pessoas vão até alguns lugares aleatórios em um tipo de transe, depois acordam sem saber como chegaram naquele lugar, essa seria uma resposta a eventos traumáticos ou situações de grande estresse, e de fato, Agatha estava passando por um período estressante, pois além de ter sido traída pelo marido, estava lidando com as pressões da fama e havia perdido a mãe dela.
O especialista lamentou a forma como trataram o caso dela na época, falando que a Inglaterra havia enxergado intenções maliciosas por trás das ações inexplicáveis dela, pois aquilo não era incriminar o marido dela por assassinato, era viver com um problema de saúde mental muito sério.
Na época, de fato, não se falava muito sobre saúde mental e se ela estivesse com alguns transtornos, isso nunca teria sido investigado, isso se não trouxesse problemas para as pessoas que o tinham, mas não podemos negar que ela deve ter ganhado muito dinheiro com o livro dela recém lançado naquela época, muita gente poderia ter pensado encontrar pistas do seu desaparecimento através deles, mesmo que essa não tivesse sido a sua intenção.
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