O dia em que uma cosplayer foi desrespeitada pelo Pânico.
A cosplayer vestida de Estelar recebeu uma lambida de um dos repórteres do Pânico e isso levou ao banimento deles na CCXP.
A Comic Con Experience, conhecida como CCXP, é um evento de cultura pop muito conhecido e todas as pessoas amantes dessas mídias tem vontade de estar lá, principalmente os cosplayers, já que o local reúne muitos outros cosplayers de mídias variadas, mas e se alguém da imprensa estragasse esse momento para você? Foi o que aconteceu com uma cosplayer de Estelar.
O Pânico na TV era um programa muito conhecido nas madrugadas, ele começou sendo produzido na RedeTV com esse nome, mas depois foi para a Band com o título de Pânico na Band, o programa tinha o objetivo de fazer zoações com as pessoas, que hoje percebemos que eram pesadas. Até hoje, muitas pessoas que trabalhavam lá, inclusive as famosas panicats, que eram mulheres bonitas que eram mostradas no programa quase nuas, até hoje reclamam de como o local era um ambiente tóxico em todos os sentidos.
Acontece que em 2015, uma coisa bizarra é feita dentro da Comic Con, dois apresentadores do, na época, Pânico na Band, foram fantasiados do estereótipo de nerd e começaram a abordar os visitantes do evento, eles faziam algumas abordagens que poderiam ser facilmente classificadas como um assédio moral, tirando sarro das roupas das pessoas e invadindo o espaço pessoal delas, por mais que eles sempre fizessem isso, naquela matéria, eles baixaram o nível ao fundo do poço e constrangeram, não apenas os participantes, como também, os telespectadores.
Em um dos momentos da matéria sobre a CCXP, os repórteres abordaram uma mãe e uma filha, ambas cosplayers, a filha era a cosplayer Myo Tsubasa e estava com o cosplay de Estelar da animação Jovens Titãs. No primeiro momento, um dos jornalistas do Pânico começou a fazer piadas sexuais sobre a mãe da menina, em seguida, ele fez uma piada machista, elas ficaram muito desconfortáveis e Myo pediu para que eles não tocassem muito nela porque sua pele estava pintada com tinta laranja, provavelmente, para evitar que manchasse eles e ela própria, nesse momento, o mesmo jornalista que fez as piadas machistas e sexuais, lambeu o ombro de Myo, isso fez a moça ficar indignada com razão e se retirar.
Por conta disso, muitas pessoas nas redes sociais mostraram seu descontentamento, deixando claro a falta de respeito do programa com a cosplayer, a matéria havia sido muito escrota, as pessoas pediram o banimento do programa no evento e falaram que os caras eram sem noção, não demorou muito para a organização do evento emitir uma nota nas redes sociais.
The Fellowship of the Comic Con Experience, 7 de dezembro de 2015.”
Após o banimento no evento, as pessoas foram além e fizeram um abaixo-assinado no site Avaaz, a reivindicação era direcionada a TV Bandeirantes pedindo que a emissora retirasse o programa do ar imediatamente e pediram mais de 2 mil assinaturas antes de enviar o documento para a emissora, a causa conseguiu em dois dias, o apoio de 1,2 mil, a URL se espalhou rapidamente no Twitter e no Facebook.
Alguns dias antes, o jornalista foi no Twitter pedir desculpas pelo ocorrido, mas a verdade é que ele estava apenas tentando justificar que todos brincaram de volta, ao invés de ter se arrependido de fato pela merda que havia feito.
A falta de respeito com quem faz cosplay é algo que há anos as pessoas vem lutando para acabar, pois muitas vezes, o cosplayer é chamado de fracassado, criança, entre outras coisas, mas ser cosplay é um hobby, todos ali trabalham fora e o evento é uma forma de escape da realidade tão dolorosa que muitos vivem, e falo isso por experiência própria. Não apenas isso, mas muitas pessoas trabalham com cosplay em animações de festa infantil, em conteúdos para a internet e até mesmo para divulgações de eventos, alguns aparecem até em inaugurações de lojas geeks e de eletrônicos, então precisa ser respeitado.
Além disso, o Pânico, independente da emissora que fazia parte, era muito desrespeitoso e até fiquei feliz que as pessoas começaram a perceber os absurdos que ocorriam no programa, pois vários quadros eram extremamente desrespeitosos e qualquer pessoa que apontasse isso era taxado de careta e sem noção, mas a verdade é que brincadeira tem limite e a partir do momento que você falta o respeito com uma pessoa, a brincadeira deixou de ser uma brincadeira.
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