Se você tem Disney+, esqueça de processar a Disney!
Uma pessoa morreu por causa de uma alergia nos parques da Disney e o viúvo foi impedido de processar por causa dos termos de uso do Disney+.
Os parques da Disney são conhecidos pelo mundo inteiro e muitas pessoas tem o sonho de conhecer o local, fora os influenciadores que já noivaram no parque e postaram nas redes sociais, criando esse sonho em quem os acompanha, mas nem todas as pessoas tem boas experiências por lá e foi o que aconteceu com esse rapaz que falaremos hoje.
O casal “Amy” e Jeffrey estavam visitando o complexo de entretenimento Disney Springs que faz parte do Walt Disney World Resort na Flórida, nos Estados Unidos. Um dia, eles decidiram jantar no restaurante Raglan Road Irish Pub e mesmo após avisar diversas vezes sobre as suas alergias para a equipe do estabelecimento, que garantiu que as comidas podiam ser feitas sem os ingredientes que causavam alergia, Amy teve uma reação alérgica a comida do restaurante, isso causou um choque anafilático que levou a moça a óbito.
Por causa da irresponsabilidade da equipe do restaurante, que foi alertada várias vezes sobre a alergia de Amy, Jeffrey decidiu processar a Disney no valor de US$ 50 mil, que daria cerca de R$ 273 mil, mas, infelizmente, a Disney tentou se esquivar do processo.
O argumento usado pela Disney foi de que Jeffrey havia assinado o teste gratuito do Disney+ em 2019 no PlayStation dele, e nos Termos de Uso da plataforma de streaming havia uma cláusula que concordaria em não levar eventuais processos contra a Disney para os tribunais, como Jeffrey havia optado por aceitar os termos de uso, então isso significava que qualquer questão entre a empresa e os usuários da Disney deveriam ser resolvidas em comum acordo entre as partes. Sim, esse absurdo mesmo que você leu.
Em agosto, a equipe de advogados de Jeffrey se pronunciou contra o recurso da Disney, alegando que usar os termos de uso aceitos pelo consumidor ao criar uma conta para teste grátis do Disney+ para anular para sempre o direito daquele consumidor a um tribunal contra qualquer filiado ou subsidiário da Disney era tão absurda e tão injusta que chocava a consciência judicial e que aquela corte não deveria cumpri-la.
Aparentemente, a Amy tinha alergia a laticínios e nozes, ela relatou várias vezes a equipe do restaurante sobre as suas alergias a cada prato que traziam a ela, e Jeffrey afirma que a equipe não tomou cuidado com isso, a morte dela ocorreu mais tarde naquele mesmo dia e o legista confirmou que ela faleceu por causa de uma anafilaxia causada pelos níveis altos de laticínios e nozes em seu organismo.
Jeffrey quer que o caso seja julgado por um júri em um tribunal, alguns advogados falaram que a Disney pode querer se beneficiar da privacidade e confidencialidade da arbitragem, em vez de ter um processo de homicídio culposo sendo ouvido em público associada a publicidade, no caso, arbitragem seria o fato da Disney querer que o processo nos tribunais seja interrompido e que seja resolvida fora do tribunal.
O advogado de Jeffrey alega que o Walt Disney Parks and Resorts estaria tentando impedir que 150 milhões de assinantes do Disney+ processem um caso de homicídio culposo na frente de um júri, mesmo que todo o ocorrido não tenha a ver com o Disney+.
É um absurdo que um estabelecimento seja irresponsável e a empresa que cuida do local decida interromper um processo sobre essa irresponsabilidade por causa dos termos de uso da plataforma de streaming que não tem nada a ver com o assunto, se isso for aceito pela corte, vai mostrar como a justiça é porca no mundo todo.
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