Escândalo Burning Sun
O escândalo que mexeu com a Coréia do Sul e com o K-Pop…
O K-Pop se tornou um gênero musical muito conhecido no mundo todo e bombou nos últimos anos, você já se pegou dançando alguma música do Psy, do BlackPink e até mesmo do BTS, mas uma coisa que todo mundo ficou sabendo e que se tornou um grande escândalo tem a ver com um dos integrante do grupo masculino BIGBANG e que chamou a atenção das pessoas.
O BIGBANG era muito conhecido dentro do cenário do K-Pop, muitos de vocês devem ter ouvido a música Fantastic Baby que ultrapassou barreiras musicais e foi ouvido por muitas pessoas pelo mundo, se tornando uma das músicas mais conhecidas do grupo, se bobear até hoje. O grupo era composto na época por cinco integrantes: Seungri, T.O.P, Taeyang, G-Dragon e Daesung. O grupo debutou em 2006 e é formado pela empresa YG Entertainment, que é responsável pelo BlackPink também.
Acontece que, em 2019, um crime começa a ganhar voz nas mídias mundiais, na época, o movimento Me Too havia se tornado famoso, fazendo muitas denúncias virem a tona, e na Coreia do Sul não foi diferente, um escândalo enorme foi noticiado no mundo todo por grandes portais de notícias confiáveis como BBC, CNN e até mesmo o G1, a história ficou conhecida como “o maior escândalo da história do K-Pop” e tudo começou com uma agressão dentro de uma balada. Então, usando o dossiê da KoreaIN, estarei explicando o ocorrido da melhor forma que puder.
Tudo começou no dia 28 de Janeiro de 2019, quando filmagens de uma câmera de segurança foram divulgadas no canal MBC mostrando um homem sendo, supostamente, espancado por seguranças e por um dos diretores de um clube conhecido como Burning Sun, a vítima alegava que havia sido atacado porque estava tentando salvar uma moça que estava sendo abusada sexualmente dentro do clube, quando ele tentou ligar para a polícia com a intenção de relatar o ocorrido, ele foi preso por queixas de baderna. De forma rápida, começou a se espalhar que Seungri, um dos integrantes do grupo BIGBANG, era um dos co-gerentes do clube.
No dia seguinte, dia 29 de Janeiro, o clube Burning Sun publicou uma nota oficial explicando que os funcionários envolvidos na agressão da noite anterior haviam sido demitidos e que tanto os empregados como os diretores estavam cooperando com a polícia para as investigações, mas então, um vídeo de 2018 veio a tona no mesmo dia, onde as filmagens mostravam uma mulher sendo arrastada pelos corredores do clube e os funcionários estavam assistindo com a maior calma do mundo ao lado dos DJs, o público acreditou que essas filmagens corroboravam com a denúncia feita pelo homem agredido no dia anterior de que aconteciam abusos dentro do clube Burning Sun.
No dia 31 de Janeiro, a YG Entertainment se mete na confusão, o presidente da empresa se pronunciou, esclarecendo em sua postagem que Seungri estava no clube na noite da agressão, mas que ele se retirou antes do ocorrido, ele ainda afirmou que Seungri deixou todos os seus cargos nas empresas que fazia parte, inclusive, não era mais promoter do Burning Sun, já que a data do alistamento militar estava se aproximando e, de acordo com a lei sul-coreana, os soldados não podem ter outra fonte de renda.
Como se não bastasse, nesse mesmo dia, o homem agredido no Burning Sun foi acusado de assédio pela mulher que ele havia falado estar tentando salvar quando foi agredido, aparentemente, existiam imagens de câmeras de segurança que confirmavam a acusação da mulher.
Então chegamos no dia 2 de Fevereiro, quando o Seungri faz uma postagem na sua conta oficial do Instagram se posicionando sobre o caso, ele pede desculpas e reforça que não estava no clube no momento do ocorrido, mas que ele foi notificado do que havia acontecido mais tarde, ele aproveitou e confirmou as notas do Burning Sun e da YG falando sobre a sua participação no gerenciamento do clube.
Um tempo se passa e no dia 15 de Fevereiro, após muita investigação, o Departamento Geral de Polícia de Seul em uma incursão no Burning Sun e na Delegacia de Yeoksam, começou a confiscar dados, filmagens e outros documentos que estavam relacionados a denúncias de abuso, corrupção policial e até mesmo crime de drogas.
Em meio as investigações da agressão, no dia 20 de Fevereiro, a polícia abriu outra investigação, dessa vez relacionada a supostas atividades ilegais que envolviam os empregados e os executivos do clube Burning Sun, quem estava incluso nisso? O Seungri. Deixando claro que a boate esteve fechada durante o momento da investigação.
Seis dias depois, no dia 26 de Fevereiro, um canal de TV a cabo chamado SBS funE deu um furo exclusivo, onde eles revelaram registros de conversas de um suposto chat no KakaoTalk que é parecido com o nosso Whatsapp, esse chat era entre o Seungri e outros três homens, eles solicitavam prostitutas e favores sexuais organizados para satisfazer investidores estrangeiros, nessas mensagens, havia uma em particular que era datada do dia 6 de Dezembro de 2015 em que o Seungri havia instruído um dos homens que trabalhava em outra empresa pertencente a Seungri chamada de Yuri Holdings, a preparar o melhor lugar no Clube Arena e ligar para todas as garotas consideradas fáceis.
A YG Entertainment e a Yuri Holdings tentaram de todas as formas negar a veracidade dos fatos, mas o Departamento de Polícia de Seul anunciou que investigaria o suposto serviço de prostituição e Seungri se tornou uma pessoa de grande interesse para a polícia sul-coreana, nesse mesmo dia, o Seungri cancelou os shows dele da turnê que faria no Japão e na Indonésia, se apresentando para a delegacia com o objetivo de ser interrogado, ele foi liberado após passar oito horas em interrogatório e fazer testes antidrogas, horas depois, a polícia liberou os resultados dos testes falando que Seungri havia negativado para todos os tipos de drogas.
Do dia 8 ao dia 10 de Março, as notícias e descobertas começaram a se desenrolar, no mesmo dia em que o alistamento militar de Seungri foi anunciado para o dia 25 de Março, o canal MBC News divulgou vários documentos internos do Burning Sun que rebatiam os pronunciamentos sobre o papel de Seungri dentro da empresa, ou seja, ele não era apenas um promoter do clube como alegaram anteriormente, os documentos mostravam que ele estava listado como um dos diretores executivos do clube, e também, ele era um dos principais investidores para a fundação do Burning Sun. Por causa disso, a comunidade online com o nome de DC BIGBANG Gallery divulgou uma nota acompanhada de uma petição exigindo a retirada de Seungri do BIGBANG e da YG, além disso, a conta do Instagram de Seungri estava dividida em dois tipos de comentários de fãs: as pessoas que o apoiavam e os fãs que o rejeitavam, além de concordar com a petição feita.
Mesmo assim, foi no dia 10 de Março que a polícia sul-coreana começou a investigar o tal Clube Arena, que estava no chat do KakaoTalk como o local que Seungri, supostamente, havia enviado prostitutas para os investidores, inclusive, foi reportado pelos portais de notícia na época que dados comprovando os serviços de escorte e prostituição haviam sido encontrados no local. Horas mais tarde, foi confirmada a veracidade das mensagens enviadas em 2015, Seungri e os outros quatro membros que estavam presentes no chat foram listados e questionados pela polícia sobre as supostas violações da lei de prostituição.
No dia seguinte, 11 de Março, a polícia realiza um pronunciamento oficial revelando que mais duas celebridades masculinas faziam parte do chat e que haviam sido chamadas para testemunhar no caso, eles também anunciaram que o Seungri estava proibido de sair do país porque ele estava sendo considerado um suspeito pela polícia.
Não demorou muito para a SBS funE fazer outra reportagem exclusiva revelando que o chat era composto por oito homens e que três deles eram cantores famosos, também haviam relatado sobre compartilhamento de fotos e vídeos de mulheres sem o consentimento delas, além disso, um dos homens identificados como um dos participantes do chat em grupo e principal compartilhador das gravações era o cantor e apresentador Jung Joon Young, conhecido como JJY, um rapaz sul-coreano que se tornou conhecido após participar de um reality show chamado SuperStar K em 2012 após encerrar sua participação em terceiro lugar.
No dia 12 de Março, mais mensagens datadas de 2016 vem a tona, elas sugeriam mais atividades consideradas ilegais do grupo, entre elas estava corrupção, suborno de agentes da polícia e estruturas ilegais de um outro clube que também tinha Seungri como proprietário, o nome era Monkey Museum e era muito ativo na época do chat, para piorar a situação de Seungri, ele também foi acusado de apostar em jogos de azar durante as viagens que fez ao exterior e, segundo as leis coreanas, esse ato é considerado criminoso, além disso, a YG Entertainment confirmou de forma oficial a saída de Seungri do BIGBANG e o término do contrato da empresa com ele.
No dia 14 de Março, mais celebridades são envolvidas no crime, dessa vez Choi Jong Hoon que fazia parte da banda FTIsland, que surgiu em 2007 e foi formada pela empresa FNC Entertainment, além dele, Junhyung que fazia parte do grupo masculino HIGHLIGHT formado em 2009 pela Cube Entertainment também se envolve no escândalo, anteriormente, eles haviam dito que não estavam participando do suposto chat, porém, nesse dia em questão, eles acabam admitindo terem recebido vídeos ilegais de Jung Joon Young, o JJY, em momentos diferentes. Junhyung acabou vindo a público pedir desculpas por suas ações através de uma postagem e anunciou que estava saindo do HIGHLIGHT, além de estar se aposentando do mundo do entretenimento, o Choi fez o mesmo através da FNC Entertainment.
Depois disso, a SBS faz uma reportagem onde revela mensagens explícitas e o compartilhamento de vídeos explícitos em um chat pessoal entre o JJY e outra celebridade, o Lee Jong Hyun, este rapaz fazia parte de uma banda de rock chamada CNBLUE que foi formada em 2009 e era de responsabilidade da FNC Entertainment, isso fez a empresa fazer uma postagem oficial em suas redes pedindo desculpas pelas ações do seu artista, mas ignorou o pedido dos fãs de retirá-lo da banda.
Como se já não tivesse podre o suficiente nessa história, mais notícias saíram conectando o Choi a um caso de suborno e acobertamento de atividades ilegais, essas atividades sendo dirigir bêbado, além disso, Seungri e JJY se apresentaram no Departamento de Polícia de Seul para depor.
No dia 15 de Março, Seungri e JJY passaram 16 e 21 horas respectivamente, depondo para a polícia, depois disso, eles falaram com os repórteres, pedindo desculpas pelas suas ações, falaram que entregaram os celulares para a polícia como prova e prometeram ajudar nas investigações.
Então, em 16 de Março, um superintendente da polícia que foi nomeado apenas como Yoon foi identificado, aparentemente ele era um policial que estava conectado com os membros do tal chat, parece que ele teria admitido que era amigo de Yoo In Suk, que era um dos donos da Yuri Holdings e amigo íntimo do Seungri. Neste mesmo dia, Choi se apresentou para a polícia para ser questionado sobre as acusações de propina e compartilhamento ilegal de vídeos, já o Junghyun e o Lee Jong Hyun são meio que abandonados pela polícia sul-coreana, a justificativa era que visualizar vídeos ilegais com teor sexual não é considerado um crime na Coreia do Sul, e por isso, eles não seriam considerados pessoas de interesse para os policiais.
No dia 18 de Março começa o segundo dia de questionamentos, a polícia faz um mandado de prisão para JJY, encaminhando para a Promotoria, horas depois desse ocorrido, o Seungri fez um pedido oficial adiando seu alistamento militar, e além disso, a SBS vaza áudios onde Choi, supostamente, poderia ser ouvido falando dos seus laços com o superintendente Yoon.
O dia 21 de Março é marcado por várias coisas, uma nota oficial é publicada no começo do dia confirmando o adiamento do alistamento de Seungri para o dia 25 de Junho, que seria quando o status militar dele seria reavaliado dependendo de como desenvolveria o caso do Burning Sun, o advogado dele tentou negar todas as acusações. Ainda pela manhã, o JJY se apresentou para a mídia antes de ir para o interrogatório da Promotoria, os repórteres entenderam que ele havia assumido a culpa pelos crimes que foi acusado, já o Choi foi indiciado por tentativa de propina e por ter acobertado o seu caso de 2016, onde ele estava dirigindo bêbado. O Seungri também foi contra o seu advogado e admitiu que estava ciente das ilegalidades que ocorriam dentro do Monkey Museum. No fim do dia, foi expedido um mandado de prisão para o JJY e ele foi preso, acabou recebendo novas acusações, pois, supostamente, ele teria tentado se livrar de provas e pediu para que os outros envolvidos fizessem a mesma coisa.
No dia 24 de Março, Seungri deu uma entrevista exclusiva para o jornal Joseon Ilbo e falou com muita profundidade sobre todo o caso do Burning Sun em que estava envolvido, ele se desculpou por estar envolvido em negócios inapropriados e por ter se envolvido em tantos escândalos, ele também negou que era um dos donos do clube Burning Sun, inocentou Yoo In Suk de todas as acusações, explicando que ele teria sido contra o investimento de clubes em Gangnam.
Seungri também falou que estava assustado com as falsas histórias que estavam surgindo sobre ele, falou que tudo aconteceu em 2015 e que ninguém se lembra das mensagens que havia enviado há anos atrás, falou que as mensagens pareciam estranhas para ele e acreditou que elas haviam sido fabricadas pela mídia. Ainda tentou justificar que a mensagem onde ele fala para encontrar garotas consideradas fáceis era de quando ele estava no Japão com o BIGBANG comemorando um aniversário, que ele mesmo não conseguia acreditar que havia falado coisas daquele tipo e se sentiu envergonhado. Ele também disse que uma das moças nomeadas no chat era namorada de um dos participantes, que ela e outras moças presentes no Clube Arena foram chamadas pela polícia e negaram serem prostitutas.
Em certo momento, Seungri se contradisse, admitiu que recebeu imagens e vídeos sexuais que foram compartilhados por JJY e que até mesmo comentou sobre eles, disse que estava envergonhado por ter usado palavras tão baixas, mas negou que compartilhou ou filmou qualquer um dos vídeos, falou que várias vezes alertou seus amigos para pararem com aquelas ações criminosas, já que isso poderia causar grandes problemas.
Dando uma leve pincelada no caso Jang Ja Yeon, ela era uma atriz sul-coreana que se suicidou em 2009, ela havia escrito uma carta de sete páginas onde fez várias confissões, falando que sofreu abuso e exploração sexual, isso teria sido o que causou a sua morte, a carta havia sido escrita uma semana antes da sua morte e expôs os favores sexuais que ela precisava fazer no mundo da televisão.
Voltando ao caso Burning Sun, em 28 de Março, JJY, Seungri e Choi foram indiciados pelas acusações de compartilhamento de vídeos e fotos ilegais, além disso, o portal Yonhap News noticiou que a Agência de Polícia Metropolitana de Seul confirmou que existiam 23 chats de compartilhamento de vídeos e fotos, de acordo com a polícia, cerca de 16 participantes foram identificados nos chats individuais e em grupo, entre esses participantes, 7 deles teriam compartilhado os vídeos, entre eles estavam JJY, Seungri e o Choi. Além disso, os jornalistas afirmaram que 8 dos integrantes dos chats eram celebridades, entre eles, os nomes que já haviam sido revelados, incluindo o Junghyun e mais dois cantores que foram identificados pela mídia como J e K, a polícia revelou que não iria expor esses nomes e que eles não seriam indiciados porque eles “só” haviam recebido o material ilegal.
No dia 30 de Março, o Seungri acaba admitindo para a polícia que compartilhou as imagens e os vídeos presentes nos chats, mas negou que havia participado da filmagem, segundo alguns relatos.
No dia 1º de Abril, o comissário geral da Polícia Metropolitana de Seul relatou em uma comitiva de imprensa que um total de 103 pessoas haviam sido fichadas no caso Burning Sun, além de outras 13 pessoas que foram presas, além disso, 15 pessoas foram fichadas e 4 pessoas foram presas pelo uso e distribuição de drogas dentro do clube e que 1 pessoa havia sido presa por distribuir GHB, uma droga que é conhecida como droga do estupro.
Como se não tivesse tido reviravoltas o suficiente, no dia 2 de abril, mais duas celebridades se envolvem no caso Burning Sun, um músico chamado Roy Kim que venceu uma edição do reality show SuperStar K4, foi revelado ser a celebridade K citado pela polícia e pela imprensa, mesmo que anteriormente ele tivesse negado o seu envolvimento. Naquela época, ele morava e estudava nos Estados Unidos.
No mesmo dia, a investigação do uso de drogas ganhou mais um nome, dessa vez, uma mulher, o nome dela era Hwang Ha Na, a única neta de uma das famílias mais ricas da Coreia do Sul, ela era blogueira e em diversas ocasiões, ela usou uma forma de metanfetamina e distribuiu para outras pessoas, até então, ela havia recusado todos os pedidos da polícia para dar depoimento, foi presa horas depois em um hospital, onde suspeitaram que ela estava tentando limpar os resquícios de drogas ainda presentes em seu organismo.
No dia 4 de Abril, o Choi admitiu em um questionamento policial que ofereceu propina para o policial responsável pelo seu caso relacionado a dirigir bêbado, os relatos oficiais afirmaram que ele admitiu ter oferecido cerca de 2 mil dólares para o oficial deixá-lo ir embora sem consequências maiores. Já a Hwang Ha Na se ferrou mais ainda porque o programa No Cut News da emissora CBS mostrou relatos, e até mesmo prints de conversas, em que ela, supostamente, teria recebido os vídeos sexuais compartilhados nos chats, com isso ela chantageou e ameaçou algumas das mulheres presentes nos vídeos.
Antes de falar do ocorrido no dia 5 de Abril, vamos precisar voltar no dia 31 de Março, porque nesse dia, um cantor chamado Eddy Kim, que foi um dos finalistas do reality show SuperStar K4, foi revelado ser amigo íntimo de Roy Kim e JJY, ele foi convidado a comparecer na delegacia para depor como testemunha no caso do compartilhamento de vídeos e imagens ilegais, só que no dia 5 de Abril, depois de diversas investigações maiores, a polícia fichou Eddy Kim como suspeito no compartilhamento de vídeos de origem desconhecida.
No dia 10 de Abril, o Roy Kim voltou para a Coreia do Sul em segredo e foi imediatamente para a Polícia Metropolitana de Seul para depor sobre as acusações de distribuição de mídia ilegal, ele evitou as perguntas da imprensa, mas pediu desculpas para a sua família e para os seus fãs, inclusive, o pai de Roy era um empresário e professor muito respeitado em uma das maiores universidades do país, dias antes, o pai dele retirou o nome de Roy da sua biografia online e durante uma de suas aulas, ele pediu desculpas públicas aos seus alunos, pois se sentia culpado pelas atitudes do filho.
11 de Abril foi o dia em que a Agência de Polícia Metropolitana de Seul fez uma revelação durante uma coletiva de imprensa alegando que Roy Kim, Eddy Kim e Choi Jong Hoon admitiram terem compartilhado os vídeos e as fotos ilegais nas conversas lideradas por Seungri e JJY, também foi anunciado que o Choi seria encaminhado para a Promotoria por ter compartilhado um vídeo filmado por ele mesmo e outros cinco vídeos que foram filmados por terceiros, o Roy e o Eddy se apresentaram a promotoria acusados de terem compartilhado mídia que foi adquirida online.
Sobre o Roy, uma petição online foi feita pedindo que ele fosse expulso da universidade que estudava nos Estados Unidos, porém, a universidade norte-americana de Georgetown anunciou que abriria uma investigação, a conduta dele seria avaliada e analisariam a validade da graduação dele que aconteceria em Maio.
No dia 12 de Abril, o advogado que havia começado a divulgar os chats, deu uma entrevista ao programa Lee Kyu Yeon’s Spotlight onde revelou que haviam provas mostrando que a cada dois ou três meses, o Seungri mandava os membros do chat saírem do grupo e depois, deletassem, em seguida, Seungri fazia um novo grupo, assim, seria difícil ter provas caso as conversas vazassem, porém, o JJY nunca saiu dos grupos e guardou todas as conversas, por isso, os técnicos da Polícia conseguiram restaurar os antigos logs.
No dia 13 de Abril, a BBC Korea mostrou várias conversas com linguagem informal e usando termos considerados sensíveis na comunidade coreana, onde se referiam a duas mulheres que os membros do grupo haviam se envolvido, um dos homens, inclusive, chamou uma das mulheres de “mulher de conforto”, um termo que era usado para se referir a mulheres sequestradas, estupradas e prostituídas pelos oficiais japoneses na época que o Japão ocupou a Coreia, inclusive, essa reportagem revelou várias outras conversas que ocorreram durante uma viagem ao exterior, onde usaram termos racistas, os homens falavam abertamente sobre suas atividades sexuais com estrangeiras, em sua maioria mulheres chinesas e alemãs, além disso, a BBC ressaltou que a palavra “mulher” quase não era usada no chat quando se referiam ao sexo oposto, eles sempre usavam gírias que se referiam a vagina e a prostitutas.
Em 2021, o Seungri chegou a ser condenado a três anos de prisão pelo crime de incitação a prostituição, ele foi considerado culpado de nove acusações, entre elas: organizar serviços sexuais para potenciais investidores em seus negócios, além de promover jogos de azar no exterior em cassinos de luxo em Las Vegas onde envolvia transações ilícitas, ele também foi condenado a pagar uma multa de US$ 1 milhão.
O juiz do caso na época afirmou que era difícil acreditar que Seungri não estava a par dos pagamentos financeiros para as mulheres em troca de serviços de caráter sexual, pois parece que ele fez um serviço de prostituição sexual sistemático, ele também afirmou que o Seungri mudou o seu depoimento no interrogatório policial e no tribunal, por isso, ele perdeu credibilidade.
Porém, em Fevereiro de 2023, Seungri sai da prisão, cumprindo a sentença de 1 ano e 6 meses de prisão, isso, inclusive, fez uma onda de críticas virem a tona na Coreia e no mundo todo, pois muitas pessoas acharam, e com razão, que a pena para Seungri havia sido muito leve e muito conveniente.
Seungri não foi o único, JJY deixou a prisão em março de 2024, ele cumpriu cinco anos de sentença, ele havia sido sentenciado a seis anos de prisão, mas a defesa dele conseguiu reduzir a pena para cinco anos em Maio de 2020.
Esse caso é nojento de se relatar, mas ele não pode ser esquecido, os dramas sempre vendem a Coreia do Sul como um local perfeito e seguro, os cantores de K-Pop, tanto os que fazem parte de grupos quanto os que tem carreira solo, são vendidos pelas empresas como anjos imaculados que nunca fariam algo ruim nem mesmo a uma pulga, uma beleza estonteante que ilude muitos fãs, mas sempre devemos ficar com um pé atrás, as vezes as coisas são boas demais para serem verdade.
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