NEWJEANS, ADOR e HYBE!

 A polêmica em torno do NEWJEANS e o que aconteceu nesse meio tempo.

Imagem de cinco meninas com cabelos escuros e mechados de cores diferentes posando na frente de um jardim. grupo NEWJEANS. Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2025/03/24/grupo-de-k-pop-newjeans-anuncia-pausa-por-motivos-mentais-e-emocionais-em-batalha-legal-com-gravadora.ghtml

Muitas pessoas devem conhecer o grupo feminino NEWJEANS, formado pela ADOR, uma subsidiária da HYBE Corporation em 2022, composto por cinco integrantes, sendo elas: Minji, Hanni, Danielle, Haerin e Hyein. O nome do grupo é um duplo sentido que faz alusão a ideia do Jeans ser um item de moda atemporal e a intenção do grupo é esculpir uma imagem atemporal para si, mas o nome também significa um jogo de palavras com a frase “novos genes” que em inglês fica “new genes”, uma pronúncia parecida, dando a entender que o grupo inaugura uma nova geração no K-Pop.

“Os preparativos para um novo girl group estrear sob a Big Hit Entertainment começaram em 2019 sob a direção de Min Hee-jin, que ingressou na empresa como CMO no mesmo ano e é amplamente reconhecida por sua direção de arte como diretora visual da SM Entertainment. As audições globais ocorreram entre setembro e outubro de 2019, e o elenco do grupo começou no início de 2020. Apelidado de “Girl Group da Min Hee-jin” por vários meios de comunicação, o grupo foi originalmente programado para ser lançado em 2021 como um projeto colaborativo entre Big Hit e Source Music, mas foi posteriormente adiado devido à pandemia de COVID-19. No final de 2021, o projeto mudou para a recém-criada gravadora independente ADOR da Hybe, depois que Min foi nomeada CEO da gravadora. Uma segunda rodada de audições globais foi realizada entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, e a formação do grupo foi finalizada em março de 2022.”

— Wikipédia

O que me motivou a escrever esse texto é referente a uma confusão recente que está acontecendo entre as meninas do NEWJEANS e as empresas que gerenciam seus trabalhos, mas para chegar diretamente nesse assunto, aparentemente eu preciso inteirar vocês de outras coisas que aconteceram, e vocês sabem que quando isso ocorre, significa que o texto vai ser enorme, então segurem o forninho aí.

Tudo começa em Agosto de 2022, quando uma polêmica roda o nome do grupo, depois do sucesso estrondoso que fizeram em Janeiro de 2022 e o lançamento do primeiro single em Julho do mesmo ano, que fez o NEWJEANS conquistar muitos fãs ao redor do mundo e dominar as paradas musicais sul-coreanas, uma faixa do primeiro mini álbum do grupo entrou em uma polêmica sendo acusado de sexualizar as integrantes.

As meninas tinham de 14 a 18 anos de idade na época, ou seja, a maioria menores de idade até mesmo para os padrões coreanos, e a letra da música Cookie parecia ser um pouco apelativa demais para ser cantada por meninas menores de idade, com frases como: “(Fique) olhando para o meu biscoito”.

A gravadora do NEWJEANS, a ADOR, respondeu aos fãs que essa letra teria sido feita para eles, a letra realmente se tratava sobre assar um biscoito, não seria algo de duplo sentido como estavam imaginando, isso teria acontecido porque Cookie em inglês é uma gíria para vagina, da mesma forma que no Brasil usamos “biscoitar” para uma pessoa que quer se aparecer e receber elogios, então mesmo que muitas pessoas estavam elogiando a batida da música, outras se mostraram preocupadas pela ADOR expor as meninas a uma letra tão de duplo sentido.

“Apesar da controvérsia, a ADOR segue sem comentar sobre o caso. A única declaração divulgada pela gravadora, no dia 10 de agosto, promete ações legais contra comentários negativos contra o NewJeans: “A empresa decidiu tomar ações legais contra quaisquer tipo de ação — tais como calúnias maliciosas, divulgação de rumores falsos e difamação — do NewJeans e dos conteúdos produzidos pela companhia”.”

— Revista KoreaIN

Depois desses comentários, a ADOR lançou uma nota extensa em seguida, falando que estavam estendendo as semanas de promoções do grupo por causa da quantidade de amor que estavam recebendo dos fãs, mas querendo ou não, essa época de promoções do mini álbum do grupo estava quase acabando.

Eles também falaram que sentiam muito pela controvérsia que a letra de Cookie causou nos fãs, e que viram naquele momento em como a letra passou uma interpretação contrária a que a gravadora pretendia passar, e pediam desculpas por deixarem os fãs preocupados e desconfortáveis com isso.

A gravadora reforçou que as meninas haviam escrito a música para os fãs na inocência, com a intenção de refletir a visão deles do relacionamento entre o artista e os fãs e entre criadores e consumidores, também explicaram que a cultura pop é uma espécie de comida de conforto, algo como: Não precisamos comer essa comida, mas a vida não seria a mesma sem ela.

Também deixaram claro que não viram nada de errado na música e que eles não são familiarizados com as gírias estrangeiras, então nem todas as pessoas conheciam todas as línguas e todos os termos ofensivos presentes nelas, mas deixaram claro que consultaram professores e intérpretes de língua inglesa e até falantes nativos da língua para confirmar, mas muitos falaram que essa não era uma interpretação comum da palavra e que isso precisava ser algo da vivência de cada, alguns mencionaram que não é comum usar a palavra “cookie” em uma conotação sexual e fazer isso com uma palavra que é usado até mesmo em conteúdos infantis seria algo absurdo.

“A letra de “Cookie” foi escrita por duas falantes nativas de inglês: uma coreana e uma sueca na faixa dos 30. A música também foi traduzida por uma coreana bilíngue. Como estávamos certas da nossa visão, todas ficaram chocadas quando a questão foi levantada. Ainda assim, estávamos sob a mira de uma falsa acusação dizendo que a letra foi presumidamente escrita por um homem e uma aparente tentativa de distorcer nossa intenção. Além das suposições sobre o gênero, também vimos julgamentos precipitados feitos sobre a questão da idade. O time da ADOR também tem se preocupado com a maneira que o NewJeans é retratado como um grupo incomumente novo (com duas integrantes de 19 anos e outras de 18, 17 e 15 na idade coreana) quando outros grupos adolescentes têm formações similares, assim como o estereótipo que algumas pessoas têm de que jovens são sem opiniões e não envolvidos com o mundo ao redor deles.”

— Nota da ADOR traduzida pela Revista KoreaIN

Vocês acham que as polêmicas pararam por aí? Não mesmo, em Janeiro de 2023, um ano após o debut do NEWJEANS, uma nova polêmica aparece, dessa vez, relacionado a um vídeo musical. O grupo estava promovendo o single “OMG” que foi lançado acompanhado de um videoclipe com uma história, onde as integrantes seriam pacientes da ala psiquiátrica de um hospital e cada uma delas representava sintomas variados de transtornos psicológicos, tinha uma sequência de dança onde as meninas vestiam batas hospitalares.

No final do vídeo, uma internauta está digitando no Twitter perguntando se era a única que se sentia incomodada com o material daqueles vídeos, pedindo para que mostrassem apenas os rostos das integrantes e as danças. Em seguida, uma das integrantes aparece vestida como funcionária do hospital e chama a internauta de volta para o seu quarto, o que pareceu ser uma alfinetada para as pessoas que criticavam os vídeos do NEWJEANS, inclusive, os usuários do Twitter, dizendo que eles tinham transtornos neurológicos.

“O portal Korea JoongAng Daily apurou que a maioria das reações positivas veio dos ouvintes sul-coreanos. A única crítica deste grupo foi, você já deve ter adivinhado, da cena final por considerarem que os produtores insultaram quem posta comentários críticos sobre MVs. A ausência de referências ou críticas sobre o conceito não é surpresa se considerarmos o grande tabu que ainda ronda os debates sobre saúde mental na Coreia do Sul.”

— Revista KoreaIN

Uma professora da Academia de Psicologia da Universidade Nacional de Seul, falou para o Korea JoongAng Daily que os coreanos evitam buscar ajuda psicológica porque sentem medo de serem estigmatizados, e que já viu casos de pacientes recusarem a cobertura de seguro por medo do que as outras pessoas pensariam se o histórico médico fosse revelado ou nem procuram ajuda de forma nenhuma, então, ela acha que tendo esse clima social e o vídeo musical tratar “vamos para uma ala psiquiátrica” como algo ridículo em vez de dar apoio, acaba transmitindo uma mensagem perigosa, principalmente em uma cultura tão popular que é vista por muitas pessoas, ainda mais adolescentes.

A professora também questiona se esse mesmo conceito seria feito com deficientes físicos, afirmando que o público ficaria muito indignado e isso apenas mostrava como a sociedade sul-coreana não levava transtornos neurológicos a sério da mesma forma que levam uma deficiência física a sério.

Um crítico chegou a comentar que a parte final do MV mostrava como a CEO da produtora e gravadora ADOR que é responsável pelo NEWJEANS não aceitava críticas, retomando um comportamento passado dela ao responder polêmicas anteriores como o caso da letra de Cookie. Ele relata que os produtores do NEWJEANS aparentam se recusar a aceitar as críticas e a visão do público, mantendo essa posição durante os lançamentos do grupo, ele reforça que os produtores tem o direito de transmitir o que sentem nos trabalhos, mas isso muda o foco do NEWJEANS para a produtora Min Hee-jin e tanto a música como o grupo se tornam fortemente atrelados a ela, isso poderia ser muito ruim ao grupo a longo prazo.

Após isso, chega Julho de 2024, mais uma polêmica gira em torno do NEWJEANS, dessa vez, as meninas foram acusadas de plagiarem a música Easier Said Than Done em Bubble Gum, isso fez a ADOR se pronunciar em um texto dividido em três partes, começando com agradecimentos ao grupo e a equipe pelos dois anos trabalhando juntos e que estavam conscientes das preocupações causadas por rumores descontrolados que estavam muito longe da verdade, então era importante esclarecer as coisas.

“Sobre as acusações de plágio de “Bubble Gum”, a agência divulgou uma análise sobre a música e elencou a sequência de fatos, desde o lançamento do videoclipe da faixa, a acusação de plágio da banda Shakatak, a solicitação de análise profissional, e até a resposta solicitando que a banda apresente um relatório credível sobre o uso não autorizado da composição.”

— Revista KoreaIN

Nesse momento, também é falado sobre problemas e limitações com a HYBE cuidando dos assuntos jurídicos e de relações públicas, a ADOR falou que estava ciente da forma como a mídia estava noticiando o assunto, e relataram que mesmo seguindo um processo formal de resolução, os meios de comunicação continuavam repetindo ações justificáveis que já haviam ocorrido há muito tempo e acusando a agência de forma inadequada, se privilegiando de uma opinião sem verificar a veracidade dos fatos, além disso, a ADOR também comentou que tinha sérias dúvidas com a forma como a HYBE estava abordando as questões quando se comunicou com a imprensa, levando em consideração que a HYBE é uma empresa que deveria ter em mente os melhores interesses da ADOR ao lidar com as suas relações públicas.

A ADOR ainda relatou que os poderes legais e de relações públicas haviam sido desproporcionalmente confiados a HYBE e não para a ADOR individualmente, alegando que a HYBE teria atribuído a si próprio para proteger o NEWJEANS de qualquer problema que aparecesse, mesmo que a ADOR já tivesse pedido diversas vezes que esse sistema fosse alterado, mas sem sucesso.

“No terceiro tópico, a ADOR apresenta sua solução para o caso: “Considerando essas circunstâncias, temos feito o possível para resolver o problema com nossas próprias mãos. Neste momento, o assunto está sendo analisado por equipes jurídicas que representam Beasts And Native Alike, que cuidam da música do NewJeans, e que representam os compositores e seus editores. Também temos contado com o nosso próprio pessoal para monitorizar a situação, trabalhando arduamente para corrigir qualquer desinformação que encontramos”.”

— Revista KoreaIN

A ADOR finalizou a nota falando que estava tomando as medidas cabíveis para conter os comentários ruins, sendo eles anônimos ou não, e que estava fazendo de tudo para garantir uma defesa adequada para o NEWJEANS, inclusive, por terem trabalhado muito, as integrantes do grupo teriam um descanso merecido e depois, se preparariam para mais um projeto que prometia ser emocionante para os seus fãs.

Após o anúncio de pausa, a coisa começa a ficar cabeluda porque as mães das integrantes do grupo dão uma entrevista exclusiva para a Business & Sports World, manifestando serem contra a campanha de marketing reverso e desinformação da HYBE e se mostrando leais a Min Hee-jin, mandando a HYBE interromper a campanha de difamação contra a ADOR e contra o NEWJEANS.

A mãe da integrante Minji contou que a menina foi morar sozinha com 13 anos em Seul e começou a ser trainee da SOURCE MUSIC. Quando foi visitar a sua filha um ano depois, ficou chocada ao ver Minji em meio ao mofo em todos os cantos e baratas aparecendo por toda a parte, pois a SOURCE MUSIC fazia uma menina de 13 anos trabalhar até depois das duas da manhã em um final de semana sem descansar, além de precisar ir andando para o dormitório no escuro e sozinha, Minji também não conseguia dormir porque sentia medo de faltar as aulas na escola e ficava sentada sozinha no portão da escola às 6 horas da manhã.

“Apesar de gostar muito de estudar, a SOURCE MUSIC pressionou para que Minji desistisse dos estudos. Ela estava prestes a entrar no ensino médio quando foi informada de que seria muito difícil equilibrar o treinamento. Minji insistiu em ir para a escola, pois isso proporcionava conforto e consolo para ela, longe do ambiente de treinamento difícil e exigente.”

— Revista KoreaIN

Quando a SOURCE MUSIC se tornou subsidiária da HYBE, a mãe da cantora afirma que a Minji esperava estrear no primeiro grupo feminino, mas ela foi avisada de que uma pessoa famosa estava se juntando para a programação, então a Minji corria o risco de ser descartada sem explicações, até que Min Hee-jin aparece, ela estava determinada a não descartar a cantora e a ajudou a debutar no NEWJEANS.

As mães das integrantes Haerin e Hyein demonstraram satisfação com a ADOR e não pensavam em sair da agência, mas alegaram que a HYBE descreveu as mães das integrantes em Abril como duas traidores que estavam deixando a empresa, as chamando de NewQuit por causa de um incidente no passado que não foi explicado o que seria, e sentiram que tiveram as suas imagens deturpadas e incompreendidas.

Também foi denunciado que a SOURCE MUSIC não deu nenhum feedback por meses e todas as integrantes estavam ansiosas pensando que não iam estrear, alegando que o CEO deveria explicar a história e o processo, mas isso não foi feito, eles as atraíram com palavras bonitas ao assinar o contrato, mas não tiveram mais reuniões depois disso.

A mãe de Hyein alega que assinaram com a SOURCE MUSIC porque era a única empresa que aceitava trainees mulheres na época e prometiam estrear o primeiro grupo feminino, todos os membros lembram claramente que a empresa negligenciou o grupo na época em que eram trainees, e tem muitas evidências sérias de que a HYBE estaria negligenciando o grupo naquele momento.

A mãe da Haerin questionou a ética da HYBE desde que a empresa divulgou alguns vídeos das trainees sem permissão, se perguntando porque eles continuavam cutucando uma empresa que estava indo bem, alegando que conversaram várias vezes com os membros do conselho da HYBE, elas nunca pediram tratamento diferenciado, só imploraram para que a empresa as deixassem em paz, e que ela nunca se comunicou com pessoas tão difíceis de lidar.

A mãe de Danielle relatou ter ficado chocada quando viu o vazamento dos vídeos das trainees, ressaltando que a HYBE mudou a sua versão na adesão das integrantes e em relação a ordem de estreia também, dizendo que lembra muito bem do contrato que assinou e não havia nada referente à inclusão de membros que já haviam estreado antes, apenas soube dessa informação mais tarde através de artigos externos.

Ela demonstrou estar em choque e confusa, relatando que a HYBE e a SOURCE MUSIC não protegem os artistas, além disso, a empresa estava falando que estava investigando as circunstâncias da divulgação do artigo, mas a mãe de Danielle afirmou que se o artigo não for corrigido, elas tomarão medidas legais, falaram que a mãe da Hanni estava na Austrália, porém, tinha a mesma opinião que elas e ainda reforçaram que tem histórias mais assustadoras, além de falar que a HYBE foi quem atacou primeiro.

Em Agosto de 2024, a ADOR anunciou que Min Hee-jin deixou o cargo de CEO da empresa e foi substituída pela Kim Joo-young, que era membro do conselho de diretores da gravadora. Mesmo não sendo mais CEO, a Min Hee-jin continuaria na ADOR como diretora interna e continuaria supervisionando as produções do NEWJEANS.

Após o comunicado da ADOR anunciando a saída de Min, um representante da ex-CEO falou que ela foi frequentemente notificada alguns dias antes de forma repentina, sendo avisada que uma reunião do conselho seria feita por causa de uma mudança na posição de CEO, ela teria comparecido a essa reunião através do telefone.

“O representante acrescentou que “a decisão de demitir a CEO Min Hee Jin foi tomada unilateralmente sem seu consentimento, o que é uma clara violação do acordo de acionistas” e que “a empresa anunciou que a CEO Min Hee Jin continuaria produzindo para a NewJeans, mas isso não foi discutido com ela e é uma notificação unilateral da empresa”.”

— Revista KoreaIN

Aparentemente, a nova CEO Kim Joo-young é a diretora de RH da HYBE, ela foi chefe de departamento de RH da KRAFTON, a empresa de jogos que atualmente está responsável pelo jogo inZOI, e também foi chefe de departamento de RH da Yuhan-Kimberly que fabrica produtos domésticos.

No dia 11 de Setembro de 2024 foi a vez das meninas do NEWJEANS se pronunciarem, as 19h do horário coreano, uma transmissão ao vivo foi feita pelas meninas contendo o título “O que o NewJeans quer falar” em um canal recém criado na época com o nome de “nwjns” no Youtube onde a questão da HYBE foi abordada.

Na transmissão ao vivo, as integrantes fazem uma demanda pública para que a HYBE coloque Min Hee-jin novamente como CEO da ADOR e aproveitaram para falar sobre a situação atual da empresa começando com Hyein explicando que o motivo daquela transmissão era porque as integrantes se reuniram com os superiores da empresa, mas eles não deram atenção a elas.

A Haerin afirmou na live que ficou chocada com os vídeos da época de trainee na HYBE sendo vazados durante a disputa da empresa com Min Hee-jin e com a ADOR, ela falou que foi a primeira vez que elas viram esses vídeos e foi muito chocante, falou que não entendia como uma empresa que deveria protegê-las, estava lidando com o assunto daquela forma.

A Hanni aproveitou para levantar diversos pontos, falando que mesmo a HYBE falando que deixaria toda a produção criativa para a Min Hee-jin através das declarações oficiais dadas pela empresa, eles infringiram o conteúdo das integrantes, e a gestão empresarial da ADOR trabalhava junto com a produção criativa, mas com a saída da CEO, esses dois fatores estão sendo vistos como áreas de trabalho diferentes.

Ela também falou que como indivíduos, elas tem o direito de escolher o que querem seguir ou não, por isso, elas não querem concordar com a HYBE de forma cega, pois estavam mais do que cientes que isso estava atrapalhando o trabalho do grupo e que elas deveriam receber um tratamento muito melhor do que estavam recebendo naquele momento.

Danielle aproveitou para reforçar que o grupo estava pedindo que devolvessem a ADOR original e esperava que o pedido delas fosse considerado, também pediu que a HYBE parasse de atormentar Min Hee-jin porque ela estava em um estado lamentável e a HYBE era uma empresa desumana.

Sobre o tratamento que elas estavam recebendo, a Hanni expôs que um grupo e seu gerente estavam na sala de maquiagem e a Hanni, ao lado do grupo, cumprimentou ao passar pela sala, ela ouviu o gerente pedindo para o grupo ignorar a presença delas.

A Minji também não se calou e expôs seus sentimentos sobre o assunto, falou que ficou chocada quando o gerente do outro grupo pediu para ignorar elas, ele nunca se desculpou ou admitiu o erro, elas relataram isso para a nova CEO que disse não haver provas, por isso, o assunto deveria ser encerrado, Minji relatou que ao ver a CEO tentando abafar o caso, foi quando percebeu que não tinha mais ninguém para protegê-las. Após isso, a live foi deletada do YouTube porque a conta associada a ela foi deletada.

“Se nossas opiniões foram bem comunicadas, esperamos que o presidente Bang Si Hyuk e a HYBE tomem uma decisão sábia de restabelecer Min Hee Jin como CEO da ADOR até 25 de setembro. Obrigada por nos ouvir.”

— Afirmação de Minji na live e traduzido pela Revista KoreaIN.

Ainda em Setembro, o programa da CBS Radio chamado Kim Hyun Jung’s News Show transmitiu uma entrevista por telefone com o repórter Jang Hyung Woo do Seoul Shinmun e contou que um representante de relações públicas da HYBE minimizou as conquistas do NEWJEANS, falou que as integrantes haviam sofrido gaslighting da ex-CEO da ADOR e ainda divulgou supostas conversas da Min Hee-jin com terceiros, Jang afirma que, de início, achou que era um desvio pessoal do representante de relações públicas, mas depois, o conteúdo da conversa começou a ser publicado em artigos.

Ao cobrir a performance do NEWJEANS no Tokyo Dome, ele escreveu sobre o preço das ações da HYBE, mas depois disso, ele recebeu uma notificação da HYBE pedindo para alterar o artigo, o representante teria dito que a informação sobre o NEWJEANS ter vendido 1 milhão de cópias no Japão era incorreta, esse número se tratava de vendas globais.

“Segundo Jang, o que o surpreendeu foi o fato do representante acrescentar “que as vendas não foram tão altas quanto se pensava e que o recorde não foi tão impressionante“. Para ele, não fazia sentido que o representante da HYBE minimizasse as vendas do grupo, afinal, um milhão de cópias ainda não é pouca coisa. Atualmente, o NewJeans vendeu mais de 1,2 milhões de cópias de Supernatural no total, mais de 76 mil apenas no Japão.”

— Revista KoreaIN

Ele gravou parte da conversa com a equipe de relações públicas onde o representante diz que os fatos precisam ser corrigidos, elas não tinham vendido bem no Japão e não tiveram o desempenho esperado, isso precisava ser esclarecido por eles.

Jang acabou revelando também que tanto o representante de relações públicas como o chefe de relações públicas da HYBE foram visitá-lo na empresa dele mostrando mensagens privadas no KakaoTalk entre Min Hee-jin e terceiros, mais tarde, essas mensagens começaram a aparecer em outros veículos de mídia online, então não tinha como isso ser visto como uma ação individual, ainda compartilhou uma parte da conversa onde o representante afirma que Jang odeia eles e que precisavam fazer alguma coisa para convencê-lo a mudar de ideia e queriam marcar uma data para se encontrarem para conquistar Jang rapidamente.

O repórter explicou que eles garantiriam publicidade para a empresa de Jang em troca de reportagens que fossem favoráveis para a HYBE, sugerindo até jogar golf com o gerente, mas o gerente de Jang rejeitou a oferta falando que isso era inapropriado, essas reuniões para jogar golf são consideradas um eufemismo para corrupção dentro da indústria, supostamente.

A HYBE respondeu essas declarações falando que a reunião do golf tinha sido marcada antes da ligação mostrada e a agência faria uma reclamação por causa do vazamento dessa gravação, falou que se esforçou muito para divulgar a ADOR e os álbuns do NEWJEANS, mas não negou as alegações que foram feitas pelo representante de relações públicas deles.

Novembro chega e as meninas do NEWJEANS realizam uma coletiva de imprensa para falar sobre as atividades futuras do grupo e sobre a rescisão dos seus contratos com a ADOR e com a HYBE. Minji chegou a falar que ambas as empresas violaram o contrato, e isso chegaria ao fim pontualmente a meia-noite, mas as atividades futuras não seriam alteradas.

A Hanni acrescentou que a decisão foi tomada por causa da falta de vontade e capacidade da ADOR em cumprir o seu dever de proteger o grupo, ficar na empresa seria uma perda de tempo e uma fonte de angústia mental contínua.

A Danielle tranquilizou os fãs e os contratantes sobre as futuras atividades, elas ainda continuariam programadas e seriam cumpridas como foi acordado, já a Minji relatou que o grupo não conversou com Min Hee-jin sobre essa decisão, mas querem trabalhar com ela de novo.

Depois da coletiva, a ADOR publicou uma nota, lamentando que uma coletiva de imprensa havia sido realizada antes de receber a resposta de certificação de conteúdo e sem revisão suficiente, a gravadora afirmou que não violou nenhum contrato e que alegar a quebra de confiança de apenas um lado não era motivo o suficiente para rescisão, então o contrato entre a gravadora e o grupo continuaria válido.

Esse bafafá foi tão grande que a Jeong Hye Kyung do Partido Progressista fez uma coletiva de imprensa para propor uma emenda parcial para as Leis de Normas Trabalhistas, com a intenção de prevenir o assédio no local de trabalho, enfatizando que independente da renda, status de emprego e tipo de contrato, ninguém deve sofrer assédio de superiores ou de outros no ambiente de trabalho.

O projeto de lei recebeu o nome de NewJeans Hanni Act e tem como objetivo, proteger os artistas e outros funcionários do assédio no trabalho, criando disposições especiais para prestadores de serviços de mão de obra que incluem shows baseados em plataformas e os artistas, estabelecendo obrigações para os empregadores tomarem medidas em caso de assédio realizado por terceiros e determina penalidades para os empregadores que não tomarem as medidas adequadas contra quem perpetua assédio no trabalho e assédio feito por terceiros.

“Esta iniciativa segue o incidente em que Hanni, do NewJeans, compareceu à sessão de auditoria e inspeção do Comitê de Meio Ambiente e Trabalho para testemunhar sobre assédio no local de trabalho. Apesar do testemunho da artista, em 20 de outubro, o Ministério do Emprego e Trabalho determinou que Hanni, sob a lei atual, não é considerada uma funcionária e, portanto, não se qualifica para proteção contra assédio no local de trabalho.”

— Revista KoreaIN

Viramos para 2025, e em Janeiro, as meninas do NEWJEANS voltaram a entrar em ação, elas divulgaram uma declaração nomeando um representante legal e se manifestaram contra a ADOR e a HYBE, confirmando que a ADOR entrou com uma ação judicial contra elas com a desculpa de confirmar a validade do contrato exclusivo do grupo, mas pediu uma liminar para preservar o status da agência e proibir a assinatura de contratos de publicidade.

Elas afirmam que a ADOR e HYBE falharam em cumprir com as suas responsabilidades como agência para proteger os artistas e apoiar o crescimento deles, elas relataram que durante as suas atividades, enfrentaram vários obstáculos, mas eles disfarçaram a intenção de suspender as carreiras delas no entretenimento de forma indefinida como se fosse uma pausa de longo prazo, abandonando e substituindo as meninas.

“Enquanto ADOR e HYBE publicamente afirmam que querem que retornemos, nos bastidores, elas continuam a nos assediar e atacar implacavelmente, assim como fizeram antes. Recentemente, até se encontraram secretamente com alguns de nossos pais em uma tentativa de persuadir ou semear discórdia entre nós. Em vez de recorrer a táticas dissimuladas para difamar, dividir e manipular por meio de informações falsas e jogos de mídia, esperamos que elas abordem o assunto de forma verdadeira e justa.”

— Nota do NEWJEANS traduzido pela Revista KoreaIN

Elas afirmaram que não tem vontade de voltar para a ADOR e para a HYBE porque não tem confiança em ambas e, através de procedimentos legais, elas revelarão os erros das empresas e lutarão com confiança no tribunal para trazer a verdade a tona.

Depois disso, elas criaram uma nova conta no Instagram anunciando que estavam aceitando sugestões para um novo nome que o grupo poderia usar temporariamente, o que ficou como “NJZ”.

A ADOR comentou sobre o assunto no jornal Herald Pop falando que o contrato exclusivo ainda é válido e que eles estavam cumprindo com os procedimentos judiciais, mas que achavam lamentável que o grupo estivesse tentando fazer atividades de entretenimento independentes ao escolher um novo nome para o grupo antes da sentença porque isso seria uma violação grave do contrato.

“O NJZ revelou o novo nome do grupo com fotos oficiais em seu perfil nas redes sociais, atualizando seu usuário de “jeanzforfree” para “njz_official”. O grupo também anunciou sua participação no Complex Live, um show que será realizado como parte do ComplexCon, um festival global de moda de rua e cultura. O evento acontece na AsiaWorld-Expo em Hong Kong de 21 a 23 de março, marcando a primeira apresentação oficial do grupo sob a nova identidade. De acordo com a CNN, o grupo também está se preparando para estrear uma música totalmente nova no evento.”

— Revista KoreaIN

Em Fevereiro, a Minji disse que o grupo estava emocionado para subir no palco pela primeira vez com o novo nome NJZ e para compartilhar uma coisa nova com todos, pois esse era um grande momento para elas e estavam ansiosas para os fãs participarem dessa jornada, experimentando a nova música que elas iriam compartilhar.

Claro que a ADOR deu seu ar da graça, fazendo uma declaração oficial, novamente lamentando que elas tomaram essa decisão de forma unilateral antes de uma decisão judicial ser tomada, já que os contratos exclusivos ainda eram válidos para a agência, e que continuariam fazendo de tudo para proteger o valor da marca NEWJEANS, esclareceram que estavam abertos para se reunir com as integrantes ou com os representantes legais para resolver os mal-entendidos e discutir as atividades futuras do grupo.

No dia 21 de Março, as integrantes do NEWJEANS foram impedidas judicialmente de cortar laços com a ADOR, em resposta a essa decisão judicial que favoreceu a empresa, as integrantes foram a público divulgando uma declaração falando que vão apelar, pois acreditam que a decisão não levou em consideração a quebra completa de confiança que as integrantes experimentaram com a ADOR e que elas não tiveram oportunidades o suficiente para apresentar o contexto completo do fato para o Tribunal.

“A Ador contestou as alegações das integrantes do grupo de maus-tratos e comemorou a decisão da Justiça sul-coreana. “Com nosso status como agência exclusiva do NewJeans agora legalmente afirmado, estamos totalmente comprometidos em apoiar os artistas daqui para frente. Aguardamos ansiosamente o encontro com os artistas para uma conversa sincera o mais breve possível.””

— Billboard

Mesmo assim, as integrantes realizaram o show em Hong Kong que teve seus ingressos esgotados, onde também estrearam uma nova música, mas surpreenderam a multidão de 11 mil pessoas no ComplexCon Hong Kong anunciando que vão realizar uma pausa para respeitar a decisão judicial temporária que também contém uma liminar que proíbe o grupo de fazer atividades musicais ou comerciais de forma independente.

A Hanni falou no palco que a decisão da pausa não foi fácil para elas, mas acreditam que é algo que elas precisam fazer, já que o Tribunal alegou que a tentativa do grupo de mudar de nome e se separar da gravadora poderia prejudicar a ADOR.

“Carregando mensagens preparadas em pedaços de papel, cada membro se dirigiu aos seus fãs (carinhosamente conhecidos como “bunnies”) em coreano e inglês. Um desapontamento audível percorreu o AsiaWorld-Expo de Hong Kong, onde o grupo se apresentava pela primeira vez desde a tentativa de mudança de marca para NJZ no mês passado.”

— CNN Brasil

Antes do show do NEWJEANS em Hong Kong, a ADOR demonstrou apoio a apresentação desde que ocorresse com o nome de NEWJEANS e não como NJZ, já o grupo abordou o assunto de forma delicada e nenhum dos seus nomes apareceram nos telões ao lado do palco como os outros grupos que se apresentaram, mas algumas integrantes usavam meias escrito Chapter NJZ, além disso, um estande no local estava vendendo produtos com o nome NJZ e muitos fãs passaram horas na fila para comprar.

Atualização: 

Em Fevereiro de 2025, o ano começou com a ADOR vindo a público para negar acusações feitas pelos pais das integrantes do NEWJEANS, eles haviam alegado que Bang Si Hyuk teria tentado cancelar o concerto do grupo realizado no ComplexCon em Hong Kong, os responsáveis pelas meninas alegaram que ele, supostamente, teria ido pessoalmente persuadir os organizadores para cancelar a apresentação delas. A ADOR veio a público informar que Bang Si Hyuk nunca contatou ninguém e que a agência apenas havia pedido que o nome NEWJEANS fosse usado em vez de NJZ e que a ComplexCon trabalhasse em conjunto com a ADOR no planejamento da apresentação.

Já em Outubro, a 41ª Vara de Acordos Cíveis do Tribunal Distrital Central de Seul que foi presidido pelo juiz Jeong Hoe-il confirmou a validade do contrato de exclusividade que foi assinado no dia 21 de Abril de 2022 pelas meninas do NEWJEANS em um processo que foi movido pela ADOR contra as integrantes afim de confirmar a validade do contrato, além disso, o Tribunal ordenou que as meninas do NEWJEANS arcassem com os custos processuais, declarando que é muito difícil concluir que a ADOR quebrou o contrato apenas por ter demitido Min Hee-Jin e não aceitaram o argumento das meninas de que a confiança teria sido rompida por causa disso.

"É difícil considerar que a ADOR não tenha um plano ou capacidade para cumprir suas obrigações. Não há nenhuma cláusula no contrato de exclusividade que obrigue Min Hee Jin a assumir a direção da ADOR. Mesmo que Min Hee Jin tenha sido demitida do cargo de CEO, ela poderia ter desempenhado funções de produtora como membro do conselho administrativo, não é necessário ocupar o cargo de CEO para desempenhar essas funções."

- Revista KoreaIN

O Tribunal também chegou a afirmar que acha difícil perceber se a demissão da Min Hee-Jin seria uma questão central que determinasse a validade do contrato de exclusividade porque não tinha nenhuma cláusula no contrato que fosse baseado nisso e a sentença ainda acrescentou que, mesmo o NEWJEANS tendo uma grande confiança na ex-CEO, isso não daria motivo para rescindir o contrato com a ADOR e não se podia afirmar que a relação de confiança da ADOR e do NEWJEANS tivesse se rompido ao ponto que impossibilitasse a manutenção do contrato.

Ainda foi afirmado pelo Tribunal que depois da demissão de Min Hee-Jin, a ADOR ainda continuava se esforçando para continuar o trabalho da gestão do NEWJEANS e considerando os preparativos de álbuns, shows e até encontros de fãs, assim também como os planos de publicidade e de turnê, era complicado concluir que a ADOR estava negligenciando suas obrigações de gestão com o NEWJEANS.

O Tribunal considerou legal a auditoria feita pela HYBE contra a Min Hee-Jin, onde ela teria lançado uma ofensiva na mídia falando que o ILLIT e o LE SSERAFIM teriam plagiado o NEWJEANS, alegando que a ex-CEO havia iniciado uma batalha midiática nos dias 3 e 11 de Abril de 2024, conduzindo esse movimento com a intenção de conquistar sua independência e não de proteger o NEWJEANS.

Além disso, também foi comentado dentro do Tribunal sobre a alegação de que o NEWJEANS teria sofrido assédio no local de trabalho, referente a Hanni ter recebido comentários depreciativos de um gerente de um grupo, foi relatado que, com as provas apresentadas, não tinha como concluir que a Hanni teria ouvido comentários depreciativos vindos do gerente que pudessem configurar como uma violação dos seus direitos de personalidade, constatando que a ADOR tomou as medidas necessárias para verificar o relato da integrante, incluindo realizando um pedido imediato para a HYBE revisar imediatamente as imagens relevantes das câmeras de segurança após a denúncia feita.

Depois que o veredito saiu, o representante legal das integrantes do NEWJEANS lançou uma nota alegando que, mesmo as integrantes respeitando a decisão do Tribunal, elas afirmam que houve uma grande quebra de confiança na ADOR e é impossível elas retornarem para a empresa para retomar as suas atividades normais, então elas pretendem recorrer imediatamente da decisão de primeira instância e que elas esperam que o Tribunal de apelação analise minuciosamente os fatos e os princípios legais que envolvem a rescisão dos contratos de exclusividade com a intenção de chegar em uma decisão sensata e que as integrantes eram gratas aos fãs que tiveram paciência para aguardar a sentença e que estavam as apoiando.

Porém, Novembro chega e as integrantes Hyein e Haerin retornam a agência depois da decisão judicial, isso foi divulgado pela ADOR, que alegou sobre as meninas e os pais chegarem a um consenso com a agência, onde cumpririam os termos contratuais depois de passarem um período em discussões que foram conduzidas diretamente entre as partes e que foram baseadas na decisão do Tribunal.

Após essa nota, as integrantes Minji, Hanni e Danielle também divulgaram uma nota afirmando que, também, estavam retornando para a agência após muito tempo de reflexão e que essa nota havia sido lançada com atraso porque uma das integrantes estava na Antártida e já que a ADOR não estava as respondendo, elas decidiram anunciar em um comunicado separado, porém, a ADOR respondeu a essa nota falando que estavam verificando a veracidade da intenção de Minji, Hanni e Danielle de voltarem para a agência.

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